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riscos_e_rabiscos

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Sou uma solitária.

Cheguei a esta conclusão depois de estar a pensar na minha vidinha com os meus botões - sou uma pessoa solitária. 

 

Ora vejamos: a vida deu-me a oportunidade, já há algum tempo, de ver quem são os meus verdadeiros amigos e quem gostava realmente de mim. Quem merecia fazer parte da minha vida ficou, os outros também ficaram... pelo caminho. Já todos sabemos que temos vidas complicadas, cheias de afazeres e que nem sempre conseguimos estar com quem gostamos. Por este motivo, só estou com os meus amigos muito de vez em quando. Se não fosse o meu príncipe encantado vir ao fim de semana (o que com a crise nem sempre tem acontecido) as únicas pessoas com quem interajo são as pessoas aqui de casa, os meus alunos e muito pouco mais.

 

Não sou pessoa de estar enfiada horas a fio em cafés, em papelarias ou outras coisas do género. Os meus cafés (reduzidos drasticamente por causa da crise) são tomados ao balcão, onde falo apenas com a pessoa que me atende e digo um Bom Dia ou Boa Tarde a alguém conhecido que por ali passe.

 

A minha vida quase que se resume a ir para o trabalho e vir para casa. No meu trabalho não tenho ninguém com quem falar ou desabafar. Não sou um bicho do mato, anti-social e muito menos antipática. Mas é isto que a vida me tem proporcionado. O círculo vai-se fechando cada vez mais, vai ficando com um diâmetro bem reduzido.

 

Depois ponho-me a pensar no meu projecto e em como as coisas dos outros correm sempre melhor do que as minhas. Vendo bem, ninguém tem uma vida como a minha. Toda a gente tem amigos, conhecidos, colegas a quem podem mostrar e divulgar o que fazem e que acaba por ser uma excelente publicidade e oportunidade de desenvolvimento. Ora eu não possuo "instrumentos" destes, logo se este projecto tiver de crescer, fá-lo-à muito lentamente.

 

Depois destes "pormenores íntimos" da minha vida partilhados acima, vocês que me estão a ler agora, conseguem perceber como são importantes para mim? Como este cantinho que vai tendo altos e baixos é uma das minhas comfort zone?

 

Definitivamente, sou mesmo uma pessoa solitária que abomina a solidão e que tanto precisa de pessoas à sua volta, de rir e brincar. Oh vida, vida!

Conceitos de Amizade

Como já todos sabem, eu sou muito sensível. Sou assim em vários sentidos e por vários motivos. Muitas vezes fazem-me coisas que me magoam profundamente e eu engulo-as e fico calada.

 

Estou danada e magoada. Mas isto já não é de hoje e não é só com uma pessoa. Começo a pensar que já não tenho amigas nem com quem contar. A sério.

Acho que as minhas amigas só se lembram de mim quando não têm mais ninguém. É assim que eu sinto, mesmo que isto não seja verdade.

Acredito que a minha presença nas suas vidas não tem importância nenhuma. Sinceramente.

As suas vidas estão sempre muito ocupadas e cheias de trabalho – como se a dos outros também não estivessem – e nunca têm tempo para nada. E depois oiço-as contar-me que estiveram com esta e com aquela e que foram aqui e ali e que fizeram isto e aquilo.

Como é que vocês acham que eu me sinto? Pois claro, sinto que não tenho importância absolutamente nenhuma e fico arrasada. Mas encaro tudo com um sorriso nos lábios.

E ainda acho mais piada quando vão a todo o lado e mais algum com pseudo-amigas. E mais piada acho ainda quando não são capazes de se lembrarem de mim, de me convidarem onde quer que seja para ir. Grátis ou não. E não aceito a desculpa do morar longe. A única que não tem carro sou eu e nunca isso foi impedimento de ir a lado algum. Eu não sou assim.

E depois ainda há a parte de que sou sempre a última a saber as novidades… Quando eu tenho alguma alegria, as primeiras pessoas com quem partilho são as minhas amigas. Mas, pelos vistos, para elas, eu não estou incluída no rol. E nem sirvo para conhecer as pessoas novas que entram nas suas vidas… Não há cá misturas!

 

Devo ser uma pessoa realmente desinteressante. Ou então só tenho interesse entre quatro paredes que é para ninguém nos ver juntas. Ou então, e é a hipótese mais provável, preferem mesmo estar com outras pessoas. Eu é que devo pensar que tenho uma importância que na realidade não tenho. Pois eu tenho as minhas amigas em alta consideração e estimo-as muito. Não sinto o contrário.

 

Lá por ter um ordenado miserável e ter um namorado, não significa que esteja morta já. Gosto de ver coisas e pessoas, gosto de falar e estar com as pessoas de quem eu gosto… mas não sei até que ponto isso é recíproco.

 

Preciso de reflectir sobre isto mas tenho medo de o fazer. De chegar à conclusão que não tenho mesmo nenhuma amiga com quem possa contar. De descobrir que  ainda estou mais sozinha…

 

Sad & Lonely

                                     

Solidão

 

Hoje estou muito triste e estou só.                                           

Só como sempre estive e estarei

A única companhia de sempre é a Solidão.

É o vazio que nos trucida,

é o saber que os teus amigos não sabem que tu existes

É gritar ao mundo ESTOU AQUI!... mas ninguém te ouve…

Tanta gente e ninguém.

Onde estão os que dizem que gostam de ti?

Onde estão os que dizem “estou aqui para te ajudar”?

Onde está a mão amiga que nos dá conforto?

Tanta gente e ninguém…

É chorar com toda a força do ser e ninguém perceber

É caminhares ignorada por todo o universo

É o egoísmo que impera disfarçado de sorriso

Tanta gente e ninguém…         

                                                                             

 

Estou apática e pensativa. Estive a reflectir sobre as pessoas que considero minhas amigas. Nas nossas “relações”. Parece-me que elas já se esqueceram de mim… Pelo menos eu sinto assim. Eu sou a mesma e estou aqui. No mesmo sítio. Há tempo para tudo e para todos menos para se lembrarem de mim. Todas temos vidas muito ocupadas e repletas de mil coisas para fazer. Mas também precisamos dos amigos e eles precisam de nós. Mas há amigos e amigos e eu talvez seja uma amiga que já não interessa, descartável mesmo. Porque será que ninguém se lembra de nos convidar (eu e o N.) para 1 café? Será porque não gostam de mim? Não gostam do N.? Ok, eu até posso aceitar isso mas gostava que mo dissessem. Lá porque o N. nunca quer ir a lado nenhum, não significa que não acedesse sair uma vez. Mas o N. nem sempre está cá. Alguém se lembrou de me perguntar “queres ir?”

O que magoa mesmo é saber que os amigos têm tempo para outros amigos e não para nós/eu. É pensarmos que eles nos tinham em determinada conta e afinal estamos em conta nenhuma.

Estou triste, cansada e velha. E a única pessoa com que posso contar é o N. É o meu amigo, o meu companheiro, o meu amante, o meu mundo. Só é pena não estar aqui.

É o existir não existindo.

Desculpem o desabafo mas é o que me vai no coração…